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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Visites cidades "fantasmas" no Japão através do Google


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Após o grande terremoto seguido de tsunami que assolou o Japão, alguns locais ficaram praticamente vazios, ou simplesmente sem nenhum habitante. Este é o caso de Namie, uma cidade que possuía 21.000 habitantes.
Namie parou no dia 11 de março. A cidade está localizada perto da central de Fukushima Daiichi, a usina nuclear que ficou comprometida após a catástrofe no Japão. As redondezas da usina estão contaminadas, incluindo o ar, a água e a terra.
"O mundo muda, olha para o futuro. Mas aqui o tempo parou", escreveu Tamotsu Baba, o prefeito de Namie, em um blog do Google Japan.
As pessoas não podem frequentar o local sem equipamentos apropriados, é muito perigoso para a saúde, no entanto, o Google Street View disponibilizou a partir desta quinta-feira (28), um passeio pelas ruas desertas, com suas casas abandonadas. As imagens são tristes, com uma paisagem deprimente.
"Espero que as imagens das ruas façam as futuras gerações compreenderem o que o grande terremoto e o desastre nuclear causaram aqui", disse ainda o prefeito.
"Ainda serão necessários muitos anos e a ajuda de muitas pessoas para superar esta catástrofe nuclear. Não abandonaremos nunca a ideia de voltar para casa, para as nossas casas", acrescentou Tamotsu Baba.
Para ver as imagens basta acessar o Google Street View e procurar pela cidade de Namie. Vale a pena conferir.
Fonte: Oficina da Net

sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia mundial da água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Atitudes Vencedoras impulsionam a carreira.

Muitos advogam que, para conquistar algo, vencer um desafio, atingir uma meta, basta querer, querer muito, querer intensamente. Há grande perigo nesse tipo de afirmação, porque o querer pode significar desejo ou vontade. E desejo e vontade são coisas muito diferentes.

Desejo é um estado da mente e está ligado a expectativas.
Vontade é um atributo da mente e está ligada a atitude.

As organizações estimulam, de maneira geral, o desejo, não a vontade da mudança. E o fazem equivocadamente por mecanismos de cobrança que muitas vezes assumem o formato de sutis ameaças subentendidas nos discursos sobre permanência no emprego.

É muito comum encontrar empresas que cobram resultados diferentes e superiores, sem permitir às pessoas acesso a condições para a realização do seu trabalho. Quantas idéias fantásticas são desperdiçadas devido a uma rigidez administrativa que não investiga a validade das idéias ou que as subestima, dependendo de onde venham... Uma boa idéia é uma boa idéia, até mesmo quando vem do concorrente. Afinal, as boas idéias do concorrente são aproveitadas via benchmarking , quando, muitas vezes, as nossas próprias boas idéias são descartadas a priori .

Há de maneira geral muito desejo de mudança nas organizações e pouca vontade/atitude real de investimento consistente na mudança. É preciso compreender a diferença entre desejo e vontade e começar a implantar uma política de atitudes vencedoras, e não de pressão e estresse pela via do medo da perda de benefícios ou do próprio emprego. É preciso estimular a vontade, as atitudes, e não somente o desejo. O comprometimento das pessoas deve ser conquistado mediante uma relação transparente de crescimento mútuo, trabalhando anseios, e não temores.

O reconhecimento é sempre melhor que a cobrança!

Por confundirem desejo com vontade e, compromisso com comprometimento é que muitas empresas não conseguem mudar aspectos negativos de sua cultura e atmosfera; assim, muitas equipes e profissionais não correspondem ao que se espera deles. Uma abordagem equivocada conduz a um resultado diferente do esperado.

Dois itens são fundamentais na teoria de Frederick Herzberg sobre motivação:­
1. Fatores higiênicos (ligados às condições de trabalho); e
2. Fatores motivacionais (ligados à tarefa e/ou função) - realização, reconhecimento, crescimento e desenvolvimento pessoal/profissional, desafios, etc.

Com uma releitura atual desse pensamento, percebemos que a realização (tarefa realizadora) e o reconhecimento (reforço positivo) gerenciados pelo superior imediato são condições indispensáveis para a manutenção da motivação individual.

Motivação expressa a idéia de motivos que conduzem à ação. Valorize, incentive e reconheça as contribuições de todos os que colaboram com suas metas. Essa atitude vencedora aumentará o comprometimento e fornecerá motivos vencedores, que, colocados em ação, manterão a sua equipe em níveis crescentes de realização.

Ao estabelecer uma autêntica filosofia de motivação, as empresas migram do plano dos desejos de mudança para o plano efetivo das mudanças, através do exercício da vontade, do sentido e do propósito de cada indivíduo comprometido com uma causa maior, da qual ele se sente parte responsável.

Mudanças não ocorrem por compromisso, mas sim por comprometimento e, o simples desejo de mudança é impotente para implanta-la. Mudança é um processo vinculado à vontade e à consciência. Portanto, o universo da mudança não é o universo do desejo, mas o da atitude!

Extraído do livro: Atitudes vencedoras - Autor: Carlos Hilsdorf. Editora:SENAC - SP 6ª Edição.

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