Páginas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Asteróide passará próximo da Terra dia 15 de Fevereiro.

No dia 15 de fevereiro um asteroide de 50 metros irá passar muito próximo a Terra. O asteroide, de tamanho da metade de um campo de futebol, passará a uma distância de apenas 28 mil quilômetros do nosso planeta, esta, considerada muito pequena pelos especialistas, só para se ter uma idéia, os satélites de TV por assinatura como Sky, Claro TV, Vivo TV e outros estão a aproximadamente 36 mil quilômetros da Terra.
De acordo com a Agência Espacial Americana, o asteroide chamado de 2012 DA14 não oferece perigo a Terra. “Essa é uma passagem com aproximação recorde”, disse Don Yeomans, cientista do Near-Earth Object Program, programa que ajuda a encontrar e rastrear objetos próximos ao planeta Terra. “Desde que as pesquisas espaciais regulares começaram na década de 1990, nós nunca vimos um objeto tão grande como esse passando tão perto da gente.”
O tamanho do asteroide é considerado médio e muito provavelmente é formado por pedra. De acordo com Yeomans, asteroides semelhantes ao DA14 irão passar perto da Terra a cada 40 anos.
A Nasa afirma que o impacto de um asteroide com este perfil não traria muito risco ao planeta, exceto a quem estaria abaixo dele, claro. Yeomans garante que “2012 DA14 definitivamente não vai atingir a Terra. A órbita do asteroide é conhecida bem o suficiente para descartarmos um impacto”. O cientista disse também que o asteroide irá passar muito próximo também a Estação Espacial Internacional na qual há muitos satélites. No entanto, mais uma vez afirma que “as chances de um impacto com um satélite também são muito remotas”.
O cientista disse que no dia 15 de fevereiro, data para a passagem do 212 DA14, será possível observar sua luz brilhante através de telescópios. No entanto salienta que a visualização será difícil e somente profissionais irão conseguir ver, já que a passagem será muita rápida.

Internet poderá ser transmitida através da luz...

Vamos falar um pouco de tecnologia.
Você já imaginou a luz da sua casa substituindo o Wi-Fi? Se a sua resposta for ''não'', saiba que essa ideia está sendo analisada e vários pesquisadores estão apostando os seus esforços nela, empenho que pode trazer uma tecnologia revolucionária.
O professor Martin Dawson começou a propôr a existência de uma tecnologia, nomeada como Li-Fi, a primeira sílaba é proveniente da palavra “Light” que pode substituir o Wi-Fi em um futuro próximo.
A maior dificuldade até aqui é o fato que os dados são transmitidos através de “piscadas”, de modo que uma lâmpada acesa represente o padrão “1” e uma apagada o “0”. No entanto, a iluminação convencional de casas e escritórios é muito lenta para ser utilizada dessa maneira.
Por conta disso, os pesquisadores são obrigados a usar LEDs de um milímetro, que são muito caros e ocupam um espaço relativamente grande. Dessa maneira, a transmissão de dados por luz acaba sendo muito difícil de ser usada.
Mesmo com essa grande dificuldade, a equipe de estudiosos liderada pelo professor Martin Dawson demonstraram avanços muito significativos. Eles estão usando LEDs que são mil vezes menores do que os de um milímetro. Os pequenos LEDs são capazes de piscar e desligar 1.000 vezes mais rápido do que os LEDs maiores isto também significa que eles podem transmitir dados mais rapidamente. Então, só nos resta aguardar para sabermos quando essa novidade estará no mercado.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria


A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e trinta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.